Nulo? Branco? - Não, cidadão.
Há exatos cinco meses para o primeiro turno das eleições, o atual cenário político na capital federal permanece em caos. Como de praxe, nesse período de pré-eleições, é natural que as pessoas discutam à favor do seu partido e de seus candidatos em mesas de bar, paradas de ônibus, filas de banco entre outros. Mas, este ano parece ser uma exceção: discute-se quantos votos nulos ou brancos serão deixados na urna.
Um novo processo eleitoral não alivia o brasiliense de um governo marcado por escândalos, tampouco parece uma nova oportunidade para entregar o governo à outros candidatos dando-lhes o benefício da dúvida. Assim um novo processo eleitoral dá luz à novos analfabetos políticos, que em termos simples são aqueles que não efetivam sua importância democrática.
Que os eleitores ainda não conhecem seus reais direitos, é fato. Por isso lanço minha contribuição: Seu josé, lembra daquele deputado que prometeu esgoto e energia elétrica para o seu bairro e nada mais fez do que aumentar o tamanho de sua própria mansão no Lago Sul? Então, o nome dele o senhor lembra? É o que o senhor pretende votar pra senador, seu José. Dona Maria! Recorda-se daquele senador que lhe prometeu reformas no transporte, na educação, na saúde e se envolveu em escândalos de dinheiro em meia, cueca, fundo falso e contas no exterior? Se recandidatou. Seu José, dona Maria, Francisco, Angelina e Das Dores: o processo eleitoral não se resume à um semestre pré-eleições. É um processo onde nós eleitores, avaliamos se nossos candidatos cumpriram todos os "bla bla blás" ditos em cima do palanque, e fizeram juz ao nosso voto - de confiança, claro. Exija, cobre, avalie.
A política é sim uma faca com um, dois, três... centenas de gumes. E o tiro pode e provavelmente sairá pela culatra. Se na sua opinião, Brasília é sinônimo de corrupção e desleixo, se na sua opinião o governo nada faz pelo progresso estampado na bandeira do nosso país, pergunte-se: O que você faz pra mudar esse cenário? O que você pode fazer? Quantos votos nulos você deixará na urna este ano? E seu direito de cidadão? E seus deveres? ficarão em branco? - Eleitor, nos poupe de mais um vexame! O seu voto, e sua responsabilidade pós-urna é o que ditará o cenário político dos próximos quatro anos.