quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

“O tesouro de Bresa” e o Prêmio Nacional de Gestão Pública

“O tesouro de Bresa” conta a história de um alfaiate humilde chamado Enedim, que embora pobre, sonhava em ter um grande tesouro. Certo dia, Enedim deparou-se com um livro, escrito em várias línguas, chamado “O segredo do tesouro de Bresa”.

O alfaiate sentiu a necessidade de decifrar suas mensagens, aprendeu outras línguas e por tal foi convidado a ser intérprete do rei. Encontrou também fórmulas e cálculos, se transformou num grande matemático e primeiro ministro do reino. Com o tempo, adquiriu riquezas, até que em uma conversa com um sacerdote, descobriu que o tesouro que tanto procurava já estava consigo. O saber.

É com esse tesouro que César Viana, gerente do Prêmio Nacional da Gestão Pública, vinculado à Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, compara o PQGF. Confira nosso bate-papo com ele. 

César, sabemos o quanto o PQGF é importante e traz benefícios para a sociedade. Mas e para a organização que participa? O que ela ganha?

Nossa, ela (a organização) ganha muito. A gente costuma comparar o Prêmio com o Tesouro de Bresa. Onde, pra encontrar o tesouro há a necessidade de aprender e se qualificar. No fim, a organização descobre que o tesouro é ela mesma. Então percebe a necessidade de alinhar e melhorar cada vez mais.

Muitas pessoas, inclusive você, trabalham bastante em prol do Prêmio, para que as avaliações e os ciclos sejam feitos da melhor forma possível, tudo isso para uma melhoria na gestão pública em todas as suas esferas. Como é entregar o PQGF ineditamente para duas instituições?

É uma coisa fantástica. Pra gente é motivo de muito orgulho. Vemos que o Inmetro e o Hemorio vem buscando esse caminho há muito tempo. O Inmetro a gente sempre vê na mídia, o selo do Inmetro tem um valor muito grande, e é atestado pelo GesPública. Isso significa que o Prêmio qualifica ainda melhor o trabalho do Inmetro. O segundo motivo de orgulho é que quando você participa do PQGF não existe primeiro, segundo e terceiro lugar. Uma organização não compete com a outra, ela compete com ela mesma. Então, as duas organizações provaram que elas estão se superando.

Da criação em 1998 até 2010, quais foram as mudanças mais significativas pelo qual o Prêmio passou?

O prêmio se aperfeiçoou. Em 98, quando foi criado, veio com uma carga muito forte da iniciativa privada. Logo em seguida ele passou a ter uma visão mais pública, o que mostra que o serviço público pode e deve ser excelente. Hoje conseguimos avaliar melhor as organizações, temos uma quantidade de críticas menores e estamos mais afinados. Isso significa que já está na hora de rever esses processos para que, em 2012, nosso instrumento de avaliação esteja ainda melhor.


* Matéria produzida para alimentação do blog do portal GesPública, com revisão de Silvia Sousa